A memória das águas não falha, e Omi: quando o rio encontra o mar é memória líquida posta em prosa, em verso, em canto e memórias partilhadas. Esta jornada que você tem em mãos, já tantas vezes contada e recontada, é um verdadeiro ẹbọ de lembrança contra o feitiço do esquecimento. E pelos caminhos somos guiados por Ọ̀ṣùn, a grande rainha, também feiticeira, guerreira, caçadora, mãe e filha, que na busca por suas origens nos conduz em uma estrada de autodescoberta, autoconhecimento e o autoamor. Ọ̀ṣùn nos ensina a olhar em seu abẹ̀bẹ̀ para encontrarmos, no reflexo próprio, a coragem, a determinação e a autoconfiança para seguirmos adiante em busca de quem fomos, de quem somos, de quem desejamos ser, mirando nossa ancestralidade que rememora nosso destino e nos ajuda a caminhar passos mais suaves em nossa jornada no Àiyé.