O livro lançado durante o evento registra experiências culturais desenvolvidas em CAPS da periferia de São Paulo e propõe um novo olhar sobre esses espaços, frequentemente estigmatizados. A pesquisa investigou como práticas artísticas como música, literatura, teatro e artes visuais contribuem para o fortalecimento subjetivo, a convivência e a promoção da saúde mental de usuários dos CAPS Adulto III da Brasilândia e CAPS II Adulto de Perus. “Nos CAPS existe uma produção cultural muito potente que quase nunca ganha visibilidade. São oficinas, experiências coletivas e processos criativos que ajudam a reconstruir vínculos com a vida e com o território”, destacam as pesquisadoras. O projeto também busca enfrentar os estigmas ainda associados à saúde mental e aos CAPS. “A loucura precisa ser melhor acolhida. Esses espaços promovem cuidado em liberdade, convivência e práticas culturais nos territórios”, afirmam.