Quantas vezes as crianças já não foram pintadas de tinta guache, quantas vezes não colocaram cocares rudimentares de penas em suas cabeças e disseram a elas que assim se comemorava o “Dia do Índio”? Esse cenário comum a milhares de crianças em idade escolar no Brasil é um ato que durante muito tempo perpetuou crenças e preconceitos sobre a população indígena brasileira. Em Não quero ser índio, Mayra Sigwalt aborda, com delicadeza e sem medo, justamente este momento na vida de uma criança indígena: após chegar em casa da escola, o menino questiona a mãe exatamente o que é aquele “índio” pintado pela escola, e onde o garoto e a sua família verdadeiramente se encaixam. Com ilustrações de Tai, Não quero ser índio é uma leitura fundamental para pais e filhos, tratando de questões como identidade, família e respeito.