Nas 340 páginas da edição, enumeram-se imagens fotográficas, desenhos em branco e preto, cores. Uma lista de atividades cotidianas escrita pelo próprio Fajardo sugere novas pistas e abre outros caminhos para que o leitor-espectador teça possíveis pontes com sua arte. Textos podem ser sugestivos de uma relação espacial com as imagens, como pergunta Clarice Lispector: “O que é um espelho?”. Ou como sugere Maurice Blanchot, “Dai que não haja imagem da imensidão, mas que a imensidão seja a possibilidade da imagem (...)”. O livro estimula, assim, um olhar imaginativo sobre a arte contemporânea e permite que se busquem significados únicos e pessoais, em desdobramentos intencionais provocados pelos textos em relação às obras.