Quem e o que escolhemos esquecer? Clara se faz essa pergunta quando descobre que Divina, sua bisavó, a única parente negra de uma família branca, está enterrada num túmulo sem lápide. Enquanto ela tenta retomar a história da bisa, outra voz surge na narrativa. É a própria Divina, que narra sua trajetória como dona de um bordel em Goiânia no início do século XX, bem como a relação conflituosa com Natã, seu filho e futuro avô de Clara. Do jogo entre essas duas vozes, da bisa e da bisneta, cria-se um panorama de uma mulher dona de uma existência que insiste em pulsar ao longo do tempo