Grito na senzala, testemunha-se um assassinato. Nísia, a criança guardou o fato. Quando mulher, a lembrança lhe tomou a mente a ponto de tornar-se escritora de novelas com um pseudônimo masculino, revelando os dramas das mulheres subjugadas pelo patriarcado. Seu namorado jornalista descobre a verdadeira autoria e, a fim de obter seu perdão, ela escreve-lhe cartas que desenham um panorama cruel da condição feminina. É através das cartas que o assassinato é desvendado. Anastácia, mucama, ao matar o próprio marido, é isolada de todos feito um animal raivoso. O ciclo misógino de repetições infindáveis, é herdado por Adelina, sua filha, escrava liberta e uma irmã para Nísia. Cabe a ela a consciente decisão de ser “louca” ou perpetuar o ciclo para as próximas gerações de mulheres negras.