Levados pela voz de Saramara a construir, por gestos e frases vagas, a imagem de Carlabê, não conseguimos, contudo, dizer com convicção que sabemos quem ela é. As dificuldades para se sustentar na capital paulista expõem as personagens ao desamparo, que ameaça suas relações e as leva a tomar decisões arriscadas.
Numa trama que se desenvolve como uma transcrição, intercalando ruídos e trechos de cartas, Isabela Noronha explora as lacunas de uma história para desenhar os meandros de uma amizade e a hostilidade de uma cidade em constante expansão.