A obra reconstrói, ao longo de três décadas, a trajetória dos Akuntsú — um dos menores povos indígenas do planeta, contatados apenas em 1995 no Vale do rio Omerê, em Rondônia. Perseguidos por madeireiros, fazendeiros e jagunços, foram reduzidos a um grupo mínimo de sobreviventes, carregando as marcas de massacres, deslocamentos forçados e da destruição sistemática de seu território.
Mais do que um registro histórico, o livro se constrói como uma investigação profunda sobre o encontro entre mundos que operam sob lógicas distintas de existência. Ao acompanhar o primeiro contato, as tentativas de aproximação e os anos seguintes de convivência, a narrativa revela não apenas o estranhamento entre indígenas e não indígenas, mas também os limites do olhar ocidental diante de outras formas de perceber, interpretar e habitar o mundo.