É a partir desse caso ― inspirado em um evento real ― que correm as águas desta história. Ameaçados pelo poderio alemão e subjugados pela colonização portuguesa, os povos de Moçambique encontram amparo naquilo que é impossível de se apagar: sua própria língua. Com a ternura e a originalidade características de Mia Couto, A cegueira do rio desafia a noção de uma África restrita à oralidade ao mesmo tempo que trata, de forma atemporal, da necessidade incontornável de preservarmos nossas memórias e nossa cultura ― as únicas capazes de nos ajudar a construir a esperança necessária diante da adversidade.
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